TRILHA SONORA

sexta-feira, 19 de maio de 2017

ANA MARIA


Eita, Ana, que saudade!
Me bateu olhando a lua
Saudade do teu sorriso
Da tua pele branca e nua
Saudade, meu Deus, saudade
Saudade que continua...


Aonde anda você
Que toda noite me abraça
Que passa o dia em minha mente
As vezes me embaraça
Que enganou por tanto tempo
Me fazendo de palhaça

Você que traiu meus planos
Pisonhou no meu carinho
Você menina e amante
Que cruzou o meu caminho
Me envolveu com seus beijos
Depois me deixou sozinho

A você formosa dama
Que nunca soube o que quis
Mas que por tantas vezes
Me amou, me fez feliz
Perdoe o que se passou
Que a gente já pagou
Até mesmo o que não quis.

Desarme o peito e a alma
Viva o que diz e que prega
Desça do salto e confesse
Que a paixão também é cega
E o peso dessa cruz
Só sabe quem a carrega.

Não quero lhe subornar
Exibindo a minha dor
Mas vou dizer que a cama
Tá faltando teu calor
E num frio danado desse
Tá faltando teu amor.

Sinto falta do teu cheiro
E da nossa oração
Das nossas brigas de amor
Da reconciliação
Saudade das tantas juras
Que eu gritei ao teu portão.

Aninha, minha francesa
O que foi que aconteceu?
Tanta gente, tanta briga
Será mesmo que morreu
Aquele amor tão grande
Como foi que padeceu?

Se o amor se acabou
Talvez nunca tenha sido
Você diz se arrepender
De até ter-me conhecido
E eu só agradeço a Deus
De um dia ter te tido.

Agradeço nesta vida
Um dia ter te encontrado
Ter sido feliz e até
Mesmo sendo maltratado
Ter te dado o meu amor
Com o peito dilacerado.

Aninha, o céu não erra
Para Deus nada é em vão
Não existe quem dê jeito
As coisas do coração
Que Deus junta quem quiser
Mesmo que se queira ou não

Aninha, se tu duvidas
Do quanto já te amei
Bote o peso na balança
Do quanto te perdoei
Depois se lembre das vezes
Que por ti me declarei

Enfrentei o mundo todo
Tanto tempo te esperei
Aninha, Quem foi que disse
Que te esquecer eu não tentei?
E ainda que a gente não volte
Inda assim eu te amarei.
Helena Cardoso

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