TRILHA SONORA

sexta-feira, 21 de abril de 2017

BOA SORTE, ADEUS E NUNCA MAIS


Você não reconhece o traidor
E me acusa de desonestidade
É difícil acreditar que na verdade
Você mesma provocou a sua dor
Só que o peito prefere o rancor
Em dizer que eu tirava a sua Paz
Mas esquece que também já fui seu cais
Fui amante e também fui sua dama
E é difícil dizer a quem se ama
Boa sorte, adeus e nunca mais.

Você pode rasgar os meu retratos
Pra tentar se enganar que me esqueceu
Você pode dizer que o Amor morreu
Que eu fui responsável por seus atos
Só não pode mudar os contra fatos
E as cenas de amor que são reais
Não adianta fugir, que a vida traz
E te joga de novo em minha cama
E é difícil dizer a quem se ama
Boa sorte, adeus e nunca mais.

Dessa vez não bati no seu portão
Nem gritei pelas ruas da cidade
Sufoquei minhas dores de saudade
Nas lembranças sobradas da paixão
E o anel que ficava em minha mão
Quis tirar, mas também não fui capaz
Que o tanto que sofri já tá demais
Só nos falta concluir o fim da trama
Que é difícil dizer a quem se ama
Boa sorte, adeus e nunca mais.



Me esquivei de chorar na despedida
Que esse pranto é coisa pra amador
Tantas vezes já cravamos essa dor
E a saudade deixamos embebida
Em cachaça e uísque sem medida
Com a desculpa de que se queria paz
Que no fim do teatro somos iguais
E as brigas terminam numa cama
Que é difícil dizer a quem se ama
Boa sorte, adeus e nunca mais!


Já tem gente fazendo até aposta
Que essa briga da gente não perdura
Não sabendo que você, cabeça dura
Tá me dando o silêncio por resposta
Todo mundo sabe que a gente se gosta
Não precisa estampar pelos jornais
Conhecendo esse amor “de carnavais”
Nós sabemos como acaba o fim do drama
Que é difícil dizer a quem se ama
Boa sorte, adeus e nunca mais!

Helena Cardoso

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