TRILHA SONORA

domingo, 14 de fevereiro de 2016

NINGUÉM MORRE DE AMOR


Quando um relacionamento acaba não precisa ser estampado nas redes sociais... Não é preciso ser semeado ao vento ou gritado ao som de palavrões, desacatos e xingamentos, loucuras ou insanidades - as pessoas por si sós irão notar as mudanças, os sorrisos, o pranto, a decepção ou a felicidade sem que haja a necessidade da mau criação, do desespero e tão pouco da baixeza de nível que tantos e tantos "casais" se submetem; expondo sua vida particular e até mesmo sexual. Admiro quem entra e sai da vida do outro de cabeça erguida e com a satisfação de dever cumprido! É bonito saber que o sentimento durou até quando foi bom pros dois - mais que isso - que não ficou nenhum ponto de frustração ou de culpa no meio das lembranças que um dia hão de bater à porta... Terminar um namoro, aceitar a separação... Não são sinais de que alguém venceu ou perdeu uma guerra - é sinônimo de que sentimentos se transformam a todo instante e que existem pessoas maduras e sensatas no meio disso tudo; então, é bom que haja educação bastante pra saber que o mundo não acabou porque o amor sofreu metamorfoses... Que existe um mundo lá fora que não gira tão somente em torno da cabeça ou do umbigo de alguém... E que existem vida pós decepção. Então aquela pessoa não se tornou a pior do mundo de uma hora pra outra só porque o tesão foi perdido... Pra isso, é essencial que não se confunda Amor com Solidão e Paixão com Necessidade. Se você se envolveu com alguém por solidão, necessidade ou orgulho ferido, quando o encanto acabar o sentimento de culpa vai se tornar tão maior quanto o medo de recomeçar... Quando o Amor ou a Paixão acaba isso não acontece... A amizade fica! Porque ela, a Amizade, foi a base de tudo... Então, ver o outro tentando seguir a vida não será tão masoquista quanto o ato de esconder-se por trás do próprio medo de admitir que errou, que foi estupido, que merece dar e receber o perdão. Chega a ser patético e ao mesmo tempo cômico, a maneira com que as pessoas falam de Amor e no entanto controvertem a própria teoria sobre ele... A maneira com que planejam a caminhada depois do fim do caminho e mesmo assim ainda olham pra trás buscando razões para "odiar" os momentos bons, as lembranças felizes... sofrem pela própria opção... Eu gosto de quem se atreve a ir, mesmo que sangrando, atrás do que quer e... tem a honestidade de admitir que errou. Pessoas que pulam muros, gritam em portões... E se entregam àquela emoção de que "pelo menos tentei". E luta até a última gota de sangue porque os momentos de frustração, de tristeza e de magoa são insignificantes diante de todas as coisas boas que se viveram. Tem muita gente que atira pedra no relacionamento, só porque não deu certo, ou porque em algum momento se decepcionou com a outra pessoa. Eu prefiro dizer que tudo é aprendizado e se quer saber... "Eu fui Feliz, sim!" Não posso me esquivar em dizer isso. Amei e FUI amada. E se não deu mais certo, se nunca mais der certo... é porque tiveram motivos superiores pra isso. Mas é loucura querer tapar o sol com a peneira. Ninguém mente pro coração. Então, que a maturidade se estabeleça ao que cabe à nossa idade; porque sobre isso, não mais comento... Deixemos que o tempo cure a chaga do orgulho ferido - ninguém morre porque amou demais.

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