TRILHA SONORA

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

E SE NÃO FOSSE TARDE...


Que bom seria se todos os diários tivessem apenas o registro de momentos felizes. Que bom seria se nossas vidas fossem cheias de surpresas boas...

Não haveria dor, nem tristeza, nem guerras desnecessárias... Nem separações, nem perdas prematuras. Mas a vida... ah! A vida... Ela é uma caixa de pandora.

Você tem de sorrir quando lhe faltam palavras de conforto, e calar-se quando tudo parecer perdido... Você tem de chorar em momentos felizes e gritar quando está tudo bem... Quanta contradição, hein?! Porque no fim das contas a gente se acostuma a "fingir" que está feliz pra não dar o braço a torcer à quem nos quer ver deprimido, a gente finge que tá mais triste do que a situação exige pra chamar atenção de quem ama e assim, conseguir que venha com carinho em nosso socorro... A gente finge que esqueceu, quando tudo nos faz lembrar; e a gente finge inclusive que não se importa, quando tudo que se deseja é estar perto. A gente só esquece de fingir que não haverá outra chance pra chorar, pra sorrir, pra amar...

Aquele jargão de Dalai Lama faz todo o sentido: "Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido". Quantos de nós estão, agora, afogados no orgulho, na mágoa e nos próprios medos?

Então, quando as chances parecem não mais existirem... O nosso coração arrependido começa a travar a batalha de regresso. Só que às vezes é tarde. Tarde para dizer "Eu te Amo" pela última vez, tarde para abraçar como o último abraço e beijar como o último beijo.

Mas, o que você faria se não fosse tão tarde?

2 comentários:

  1. Se não fosse tarde eu talvez faria diferente desta vez.

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  2. Tudo lindo...lindo lindo!

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