TRILHA SONORA

terça-feira, 25 de outubro de 2011

MAIS UMA DE ZÉ ADALBERTO


Continuação na Primeira versão de "Retirei seu retrato da carteira"

Acho até que tirei injustamente
Seu retrato e deixei o seu amor
Sem pensar em ser vítima dessa dor
Que tem feito de mim seu paciente
Seu jardim sem maçã e sem serpente
Não descarta o perigo da traição
Mas quem pisa uma flor sem precisão
Merecia os espinhos da roseira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração

Pus até maquiagem de palhaço
Pra tentar disfarçar meu sentimento
Mas não pude enganar o pensamento
Que dá fé do que eu sinto e do que eu faço
A carteira ficou com mais espaço
Mas no peito não cabe a solidão
E a insônia da sua tentação
Não me deixa dormir a noite inteira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração

A carteira que era, na verdade
Para ela uma espécie de moldura
Hoje, em vez do retrato da ternura
Guarda só a imagem da saudade
Pelos erros da minha vaidade
Já pensei em pedir até perdão
Que a pessoa carente de atenção
É capaz de fazer qualquer besteira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração

Eu abria a carteira toda hora
Pra olhar os encantos que ela tem
Mas depois do que houve, achei por bem
Retirar seu retrato e jogar fora
Minha alma, por ela, ainda chora
Toda vez que a ressaca da paixão
Delirando, alimenta a ilusão
Que essa crise da gente é passageira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração


(Poeta Zé Adalberto)

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