TRILHA SONORA

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

COMO VEREI O AMANHÃ?


Depois de um tempo a gente não se importa mais com certas coisas - porque passam a existir prioridades nas quais nos tomam todo o tempo e preocupação necessária. O resto, fica só sendo resto, mesmo.

Nos últimos tempos, tudo que eu tenho prestado atenção é naquela música de fundo que parece me acompanhar desde a infância e então eu fico com o olhar distante, perdida nas lembranças e pensando em que parte do caminho eu desviei o foco...

Quando foi que eu escolhi a estradinha errada até chegar à casa da vovozinha... E por que então, não fui pelo caminho de tijolos amarelos?!

Eu tenho perdido todas as pessoas que realmente amei. Não estou falando de namorados, amantes... Estou falando de gente que parecia se importar comigo de verdade. Que me amava "de graça" e que as vezes me dava uma surra sem precisar me tocar com o dedo...

E quem dera fossem apenas amores... Porque com estes, acostumei a "endurecer" o peito contra os infartes.

Eu olho a orquídea que há na minha janela e vejo que ela não murcha - é de plástico, por isso não morre, se natural, talvez nem existissem as folhas pela minha falta de tempo.

A comparo as pessoas e os sentimentos que tem passado pela minha vida. Tudo que parece ser real, o famoso Sr. Tempo me leva; permanece o artificial - aquilo que aparenta ser tão belo quanto o verdadeiro, mas que não há a possibilidade da perda, da despedida - da morte. Não há perfume nem aquele sabor de comer chocolate escondido...

Quando criança, eu perdi todos os meus bichinhos de estimação. E nunca houve razão concreta para isso, eles simplesmente morriam do nada... Então, acostumei a ser "diferente" das outras crianças.

Quando adolescente, a vida foi me levando mais que bichinhos de estimação... E hoje, a vida de antes me cobra um preço maior. Parece que não bastou tudo que levou de mim.

Eu vejo as pessoas partindo e eu vou ficando - pessoas cheias de vontade de viver, pessoas alegres, felizes... E eu não sei porque elas se vão e eu fico?! Tantas da minha idade se foram... Até mesmo... (eu não posso falar daquela segunda, nem da pessoa que ela me levou - era meu Segredo...)

Aprendi que Segredo não se conta, e ... Amor, não é troféu que se exibe no fim da guerra - é tão somente tesouro que se protege contra o roubo e a ferrugem. E você, que se foi... Sempre estará em meu coração, como tem que ser... Como só os grandes tesouros ficam nos cofres da vida.

Quiçá a morte não seja tão ruim. Pior é vivê-la em vida, como terei de fazer daqui há alguns anos - não muitos.

E eu olho a vida (veja que irônico essa frase...) como um trator que arranca-me as viscéreas, não da carne, mas da própria alma. (o que é enxergar, mesmo?! Ah, por hora é isso, mas amanhã, o que será?)

Isso não há exatidão, mas é a minha realidade - nua e crua, como aquele peito de frango que comi no almoço. Comida de zumbi? Talvez não haja, mesmo, muita diferença, já que nem dormir mais eu durmo... Apenas penso e olho...

Coisas que antes eram tão insignificantes me farão falta depois que não puder mais v...

O que me falta mais?
Já me levaram tudo, todos os Deuses, talvez, Athena venha em meu socorro...

Ou não, ela também é cega!

2 comentários:

DÊ SEU PITACO: