TRILHA SONORA

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

PARA "TIA" MARIA


Na verdade o título seria "SOBRE PERDAS", mas resolvi, direcioná-lo a alguém que chegou há tão pouco na minha vida, mas que já ocupa um grande espaço no meu coração. E por tal razão, merece um espaço especial no Diário, também...

Falar de Amor é fácil...
Falar de relacionamento... Oh! é mamão com açucar...
Até mesmo falar de saudade é bom às vezes. Parece que diminui um pouco.

Mas, falar de perdas... Não!
Parece que essa temática sempre leva um pedaço a mais do nosso coração partido e abre uma ferida maior na alma.

Mas, falar delas é necessário, assim como também se faz, falar do restante da minha lista.

Relacionamentos amorosos, "amigosos" ou "amantosos", sempre serão relacionamentos movidos pelo Amor e a saudade deles sempre irá doer... Mas nunca nos acostumaremos com as perdas, não é assim? Ou estou errada?

Ser Helena Cardoso é fácil... Existem dezenas com o mesmo nome, espalhadas pelo mundo à fora. Escrever, meia dúzia de palavras incoerentes e cheias de significado pra alguém chorar, como agora, eu sei que chora... É fácil, ora!

Tanta gente por aí, faz... É como aquela frase do filme: "Eu não sou ninguém especial, sou apenas alguém comum", que vez enquanto brinca de ser escritora, assim como brinca de bailarina, como brinca de teatro como brinca e finge que é feliz.

Mas, não é fácil (re)viver cenas, palavras, fotos... Quando sabemos que parte de tudo aquilo quebrou-se o sentido quando o tempo, as pessoas, as circunstâncias e a própria vida nos levou(aram) o verdadeiro sentido de tais "coisas".

Eu não sou um anjo, como o rosto aparenta.
Também não sou nenhuma deusa grega, como a Helena de Tróia verdadeira, tornou-se.

Eu sou de carne e osso. E também sinto. Também ganho e perco, pessoas, coisas e sentires.

Mas, apesar de pouca idade, eu aprendi que perdas são necessárias. E que por mais que lutemos contra, elas sempre acontecerão, para que haja um ensinamento após cada uma. É inevitável! Elas têm que fazer parte de nós e dos que nos rodeiam.

Bom seria se vivêssemos aqui, como na eternidade... Para sempre... Todos juntos. Sem "ruindade". Apenas os justos e limpos de coração... Mas, então do que adiantaria a estrada?

E aquele caminho de tijolos amarelos não teria graça, ora!

Do que seria da história de Chapeuzinho se não fosse o lobo mau?
E a Branca de Neve não encontraria o príncipe se não existisse a bruxa nem a maçã envenenada, não é?

São comparações lúdicas, mas com um significado. Nada tem sentido se não houverem as "pedras" no meio do caminho. Mas, as pedras não serão apenas pedras se você tentar escupir uma obra de arte nelas, entende?

Vou te contar um segredo, amiga!

Helena Cardoso que você conhece não começou a escrever simplesmente porque sonhava em ser escritora... Não... Eu comecei a escrever especialmente nesse diário, porque foi a única forma que encontrei para eternizar o que sinto e quem realmente amo.

Afinal, tudo passa... Tudo se vai, mas os sentimentos são eternos. Aqui eternizei pessoas importantes, fatos, dias, amores...

E inclusive perdas. Sim! Perdas, para que um dia, alguém "sem ter muito o que fazer" como você que acaba de ler esse "mundaréu" de coisa, sinta-se confortado, porque não foi o único do mundo que se sentiu as piores das criaturas ao acordar.

Não foi o único que não viveu grandes amores, ou aquele que não revolucionou o mundo... Mas, que pode ter a chance de mudar esse pouco de vida que resta, fazendo algo para "mudar" a vida de alguém já que não pode mudar a própria. Ou pode?

Tia...

Não há problema que não se adapte. Lembra da minha Júlia? Se não lembra, procura aí o texto e lê... A vida é breve, mas pode ser eternizada se quisermos!

Agora, limpe o rosto que você tá horrível de olho inchado. Pare de chorar! Se olhe no espelho e enxergue a grande mulher que você é. Se viveu até aqui... Comemore! Você é uma vencedora... Agora... Vença a dor e prove que você é MARIA JOSÉ DE SOUZA - uma "Cordeira" arretada lá de Soledade, que o mundo merece conhecer os dons.

Beijo na ponta da orelha do ouvido bom.
E um puxão na outra.

2 comentários:

  1. Amiga valeu mesmo, você é um dos grandes presentes que Deus me deu, ganhar uma sobrinha assim é tudo de bom!
    Realmente você sabe como nos fazer pensar no nosso cotidiano, realmente falar de amor é uma delícia, mas falar de perdas dói muito, porém, faz parte da vida.
    Te sou grata por tudo!

    Beijo grande
    Maria José de Sousa

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  2. TAMBÉM TENHO GANHADO GRANDES PRESENTES NOS ÚLTIMOS TEMPO - PRESENTE BONS, RUINS... MAS TODOS ENVIADOS POR DEUS COM UM PROPÓSITO, EU SEI...

    QUANTO AO "TE SOU GRATA POR TUDO"... EU NÃO FIZ NADA. NUM FUTURO... AGRADEÇA A MÁRIO PAES, CERTO?!

    BJO, TIA...

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