TRILHA SONORA

terça-feira, 23 de junho de 2009

QUEM FOI HELENA DE TRÓIA?


Os estudiosos contam apenas uma versão sobre a história de Tróia, deixando sempre, Helena, como como a mais bela e sedutora das rainhas, a vulgar, a prostituta. Mas, a verdadeira história de Helena é tão emocionante quanto o romance impossível de Romeu e Julieta, escrito por Willian Shakespeare e tão trágico quanto o amor entre Inês de Castro e Pedro, relatado em Os Lusíadas, por Luís Vaz de Camões. Helena foi a única que desafiou o poder dos deuses para viver um grande amor. Que amou o quanto e o mais forte que pôde e por isso será lembrada sempre por todas as mulheres como símbolo de ousadia.

Conheça um pouco da sua história:

Filha de Zeus e da mortal Leda que era esposa de Tíndaro, rei de Esparta, foi raptada por Teseu quando ainda era uma menina. Sendo libertada e levada de volta para Esparta por seus irmãos Castor e Pólux. Era muito cortejada e para evitar uma disputa entre os vários pretendentes, seu padrasto fez com que todos jurassem respeitar a escolha dela que tomou Menelau como esposo e viveu mais de dez anos com total fidelidade.
Conta a mitologia que a ninfa do Mar Tétis era desejada como esposa por Zeus e por Poseidon. Porém Prometeu, um dos Titãs (espécie de Profeta) disse que o filho da deusa seria maior que seu pai, então os deuses resolveram dá-la como esposa a Peleu, um mortal já idoso, com a intensão de enfraquecer o filho, que seria apenas um humano. O filho de ambos foi Aquiles, e sua mãe, visando fortalecer sua natureza mortal, o mergulhou quando ainda bebê nas águas do rio Estige. As águas tornaram o herói invulnerável, exceto no calcanhar, por onde a mãe o segurou para mergulhá-lo no rio (daí a expressão "calcanhar de Aquiles", significando ponto vulnerável). Aquiles se torna o mais poderoso dos guerreiros, porém, ainda era mortal. Mais tarde, sua mãe profetisa que ele poderá escolher entre dois destinos: lutar em Tróia e alcançar a glória eterna, mas morrer jovem, ou permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, porém ser logo esquecido. Aquiles, escolhe a glória.

Durante o banquete com que os deuses festejavam as núpcias de Tétis e Peleu, Éris, a Discórdia, ofendida por não ter sido convidada aparece invisível e lança sobre a mesa uma maçã de ouro, dizendo que ela se destinava à mais bela das deusas.Três divinas mãos avançam resolutamente para pegá-la; são as mãos de Hera, Atená e Afrodite. Está estabelecido o conflito. Após muitas disputas elas concordam, às instâncias de Zeus, deixar que um mortal decida a quem pertence o Pomo de Ouro. É escolhido o pastor Páris, jovem de grande beleza que vive no monte Ida. Guiadas por Hermes, as deusas vão até lá e apresentam ao pastor as suas razões. Claro está que cada uma delas apresenta junto com essas razões, a sua oferta de suborno. Páris decide por Afrodite que o tentara com o amor da mais bela das mortais, em detrimento de Hera, esposa de Zeus que lhe ofertara o reino da Ásia e de Atená que prometia sabedoria e vitória em todos os combates. A mais bela das mortais era Helena, cujo rapto, desencadeou na guerra de Tróia.
Paris e Helena fugiram juntos para Tróia, enfurecendo Menelau que apelou aos antigos pretendentes de Helena, lembrando o juramento que haviam feito. Agamenon então assumiu o comando de um exército de mil navios e atravessou o Mar Egeu, para atacar Tróia. Embora, Agamenon usasse a traição ao irmão como desculpa para a invasão sabia-se que ele teria interesses políticos e econômicos sobre a Guerra. Os navios gregos desembarcaram na praia próxima a Tróia e iniciaram um cerco que durou dez anos e custou a vida de muitos heróis, de ambos os lados. Dois dos mais notáveis, Heitor e Aquiles.
A guerra acabou graças ao artifício concebido por Odisseu (Ulisses): fingindo terem desistido da guerra, os gregos embarcaram em seus navios, deixando na praia um enorme cavalo de madeira, que os troianos decidiram levar para o interior de sua cidade, como símbolo de sua vitória, apesar das advertências de Cassandra, prima de Páris e amante de Aquiles. À noite, quando todos dormiam, os soldados gregos, que se escondiam dentro da estrutura ôca de madeira do cavalo, saíram e abriram os portões para que todo o exército (cujos navios haviam retornado, secretamente, à praia), invadisse a cidade.
Apanhados de surpresa, os troianos foram vencidos e a cidade incendiada. As mulheres (inclusive a raínha Hécuba, a princesa Cassandra e Andrômaca, viúva de Heitor) foram escravizadas. O Rei Príamo e a maioria dos homens foram mortos. Helena teria sido violentada durante a invasão. E na manhã seguinte, Helena foi levada de volta para Esparta onde viveu até a morte de Menelau, depois foi expulsa por seu enteado Nicostrato. Fugiu para Rodes, onde foi enforcada pela rainha Polixo, que fingia ser sua amiga mais vingou a morte de seu marido que morrera na guerra de Tróia.
Helena, foi adorada como deusa da beleza em Terapne e diversos outros pontos do mundo grego. Sua lenda foi tomada como tema de grandes poetas da literatura ocidental, de Homero e Virgílio a Goethe e Giraudoux.
Já se passaram quase três milênios e a figura de Helena permanece agitando a imaginação de poetas, escritores, pintores e mais recentemente, de cineastas. Muitas são as versões de sua história, mas a verdadeira ninguém sabe ao certo, nem eu.


Abraços Artísticos,

Helena Cardoso/ Helena de Tróia

2 comentários:

  1. Adorei a história sobre Helena.Muito interessante...

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  2. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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